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| A catedral de Perpignan, alvo de pilhagem |
| 2007-09-13 |
Cibórios, cálices, patenas, gomis, custódias... Quase todo o tesouro litúrgico da catedral São João Baptista de Perpignan foi pilhado na noite de terça para quarta-feira. O fundo de obras furtado, que se encontrava ontem em curso de inventariação, incluía várias dezenas de objectos em metal precioso, prata dourada ou prata, com peso superior à centena de quilos. Os ladrões, que entraram na igreja por uma porta lateral, envolveram os objectos, entre os quais uma custódia do século XVIII de um metro de altura, em paramentos que se encontravam na Sacristia. « Em estado de choque », o Bispo da Diocese, Mgr André Marceau, disse estar chocado com « a violência usada para partir as portas dos nichos, os armários para apoderarem-se de todos os objectos preciosos ». Há já vários anos que o património religioso é um dos alvos previligiados dos traficantes de arte. Em 2006, 208 locais de culto foram roubados, contra 259 em 2005 e 191 em 2004. « Os furtos de objectos não protegidos (cálices, cibórios, estatuária em gesso ou em madeira dourada) são muito mais numerosos em 2006 », aponta igualmente o Office central de lutte contre le trafic de biens culturels. Todas as regiões francesas estão afectadas. Em Dezembro de 2006, numerosas estátuas em madeira policromada foram roubadas em várias pequenas igrejas no Trégor, na Bretanha. A Bélgica no centro do tráfico Para se prevenir contra os roubos, o conservador do Departamento da Meuse faz apelo ao depósito dos objectos classificados ou inscritos no centro de arte sacra local de Saint-Mihiel, pois o risco é grande para as peças mal protegidas (o tesouro de Perpignan estava conservado em simples armários de madeira na Sacristia) de virem a estar inscrita no ficheiro dos objectos roubados da Polícia nacional. Nesta lista acessível através da Internet, os objectos religiosos são numerosos, demonstrando assim a vitalidade do tráfico em que a Bélgica se assume como plataforma giratória. Estes objectos são geralmente destinados a serem vendidos a colecções particulares, nos Estados Unidos e no Japão. Desta forma, em Maio de 2007, oito estátuas em madeira policromada, roubadas entre 1980 e 2004 em igrejas da Somme, da Haute-Savoie e na catedral de Langres, na Haute-Marne, foram restituidas. Elas tinham sido reencontradas em Liège, em casa de Italianos que tinham por receptador um antiquário de Anvers. Fonte: Le Figaro on-line Tradução DIGITRACE |
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