A DIGITRACE foi convidada pelo Departamento de Ciências e Técnicas do Património da Faculdade de Letras da Universidade do Porto a apresentar os seus produtos de marcação de segurança para obras de arte específicos para museus a uma plateia composta por instituições do norte do país (museus, serviços camarários, dioceses, misericórdias e mesmo a Universidade do Porto), por mestrandos e doutorandos em Museologia desta Universidade, assim como pelos elementos da Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária, no Porto. Os objectivos deste seminário, subordinado ao tema “Marcação de Objectos: Que Importância para um Sistema Integrado de Protecção do Património Cultural?”, foram a divulgação e o debate sobre os critérios e as metodologias de marcação aplicados a diferentes categorias de objectos, e a reflexão sobre a sua eficiência como ferramenta integrada num sistema de protecção sustentado de Património Cultural, em particular no seu contributo para a gestão do risco de dano físico-químico, de perda de informação e de furto. A primeira intervenção coube à Dra. Paula Menino Homem, do Departamento de Ciências e Técnicas do Património, que apresentou o conjunto de práticas e técnicas de marcação, os riscos inerentes e os requisitos gerais exigíveis a um processo de marcação de obras de arte e objectos de valor. A segunda intervenção, a cargo do Sr. Inspector Armindo Alves, da Brigada de Obras de Arte da Policia Judiciária no Porto, enquadrou o trabalho da polícia de investigação criminal nos crimes contra o património cultural, ilustrada por alguns exemplos operacionais, e reconheceu a necessidade de haver informação disponível para o trabalho de investigação. A DIGITRACE animou toda a 2ª parte deste seminário, procurando responder com os seus produtos e serviços, por um lado, à necessidade apontada pela Dra. Paula Menino Homem de conciliar os requisitos gerais de segurança, de reversibilidade, de inocuidade e de discrição numa marcação eficaz para as colecções museológicas, assim como, por outro lado, responder à necessidade sublinhada pelo Inspector da Brigada de Obras de Arte do Porto dos proprietários poderem apresentar os elementos que permitam uma correcta e objectiva identificação das peças furtadas, o que não acontece na grande maioria dos casos (segundo a Interpol, em 90% dos casos de furto de obras de arte). Face a uma sala completa (mais de 60 participantes para uma sessão inicialmente limitada a 45 pessoas), a DIGITRACE demonstrou a pertinência da sua resposta no quadro de uma cooperação com os serviços de investigação e de polícia em matéria de prevenção criminal, dado que os seus serviços aos particulares resultam na realização de uma ficha de identificação da obra de arte e a sua marcação com elementos de segurança invisíveis e discretos, que permite ao proprietário de uma obra furtada dispor de todos as informações objectivas de identificação dessa mesma peça, garantindo uma confidencialidade absoluta. Depois do debate, seguiu-se uma sessão de demonstração prática do processo de marcação de segurança DIGITRACE, no Laboratório de Conservação e Restauro do Departamento de Ciências e Técnicas do Património. Fonte: DIGITRACE |