A Fundação e o Museu Manuel Cargaleiro escolheram implementar o processo de marcação de segurança DIGITRACE, para as obras de arte dos seus respectivos acervos. A sessão iniciou-se com uma introdução sobre o fenómeno do furto e tráfico ilícito de obras de arte, no Mundo e em Portugal, onde o furto conheceu um aumento de cerca de 81% entre 2006 e 2007 (estatísticas INTERPOL disponíveis), principalmente pelo aumento de furto de pintura, relojoaria, livros antigos e escultura, sendo os principais locais de extracção dessas obras: os particulares (43%) e os locais de culto (30%), segundo dados da INTERPOL para 2007. A sessão prosseguiu com a apresentação e a aplicação das técnicas de marcação e de verificação utilizando os produtos DIGITRACE, demonstrando-se a sua capacidade de resposta em conciliar o factor de segurança, com inocuidade e discrição. O Mestre Manuel Cargaleiro, natural do distrito de Castelo Branco, criou, em Janeiro de 1990, uma Fundação com o seu nome e à qual doou um vasto número de obras suas, assim como toda a colecção constituída por objectos de várias temáticas, que continua a enriquecer com importantes aquisições. A Fundação conta entre sete a oito mil peças, de pintura, tapeçaria, cerâmica, azulejos, pratos ratinhos, entre outras. As inúmeras obras não poderão ser mostradas todas de uma vez, sendo previsível haver exposições rotativas, para que a colecção possa ser apreciada na íntegra, mas de forma faseada. Por outro lado, a Fundação Manuel Cargaleiro gere este conjunto de obras, de forma a cede-las de acordo com os protocolos assinados com as câmaras municipais de Lisboa, de Castelo Branco e do Seixal para a criação de museus nestas cidades. O Museu Cargaleiro de Castelo Branco foi inaugurado a 25 de Abril de 2004, e resulta de um protocolo entre a Fundação Cargaleiro e a Câmara de Castelo Branco, onde fica definido que as obras do Mestre permaneçam na cidade albicastrense até, pelo menos, 2050. Para além do necessário trabalho de inventariação e identificação, as colecções da Fundação e do Museu passam, agora, a ser equipadas por elementos suplementares de segurança. A DIGITRACE desenvolveu um conjunto de soluções para as instituições (museus, fundações, câmaras municipais, dioceses e paróquias, Santas Casa da Misericódia) como: 1) a marcação de segurança – permite substituir os métodos clássicos de marcação, conjugando a marcação de inventário com os elementos de marcação de segurança; 2) a traçabilidade das obras de arte – cria uma relação física entre uma peça marcada por microchip, aumentando flexibilidade e rapidez no tratamento informático e gestão das obras; e 3) o protocolo de serviços de marcação – para a marcação prévia das peças cedidas para exposições a entidades que as requeiram. A Câmara Municipal de Castelo Branco e a Fundação Manuel Cargaleiro passaram assim a fazer parte de um conjunto de instituições de reputado reconhecimento no panorama cultural nacional que utilizam os produtos e serviços de segurança de obras de arte DIGITRACE, lista de referências institucionais que, em 2009, tenderá a estender-se segundo os contactos até agora estabelecidos. >>> Fontes: DIGITRACE e http://museucargaleiroemcastelobranco.blogspot.com |