Com idades compreendidas entre os 17 e os 56 anos, o grupo ao qual são imputadas centenas de furtos de peças antigas de arte sacra, pinturas, estatuetas, pratas, louças, instrumentos musicais e armas de colecção já estava a ser investigado há muito tempo. Quatro elementos do grupo foram hoje detidos em conjunto e em flagrante delito, enquanto um quinto elemento foi identificado e preso nas instalações da PJ, no Porto, após a realização de diligências efectuadas ontem. Embora exista para já uma estimativa do valor global das obras apreendidas, fonte da PJ refere que algumas das peças "poderão atingir valores de mercado na ordem dos vários milhares de euros". Apesar de actuarem juntos há três anos, os detidos não têm ligações familiares, sendo o grupo originário de uma grande cidade do Minho. Os roubos foram efectuados nas zonas de Póvoa de Lanhoso, Cabeceiras de Basto, Guimarães, Celorico de Basto, Ribeira de Pena, Mondim de Basto, Braga, Santo Tirso, Vizela e Porto. Segundo a PJ, o grupo seria liderado pelo elemento mais velho do grupo, que teria ainda as funções de autor moral e receptador. Além de ter participado em alguns dos furtos. era esse elemento quem vendia os artigos em feiras de antiguidades e velharias aos fins-de-semana. Ao longo da investigação foi possível à PJ recuperar parte dos objectos vendidos pelo líder do grupo. Dos muito quadros furtados, não foram, contudo, apreendidas obras de pintores consagrados portugueses. Fonte: Isabel Paulo, Expresso |