Fonte da Polícia Judiciária confirmou à agência Lusa que o desaparecimento dos quadros do Museu Municipal está a ser investigado escusando-se a adiantar mais pormenores. As 13 pinturas pertencem a uma colecção de 14 obras arte sobre as Guerras Peninsulares, encomendadas no final dos anos 60 pela câmara municipal a um artista plástico, de nome Óscar Comenda, que residia em Torres Vedras, onde veio a falecer. O presidente da câmara, Carlos Miguel (PS), que em Novembro admitiu numa assembleia municipal desconhecer o paradeiro das obras de arte, afirmou que «o processo foi entregue ao Ministério Público de Torres Vedras que por sua vez o remeteu para a PJ», depois de a autarquia ter aberto um processo de averiguações interno, cujas conclusões se recusou a revelar, alegando «segredo de justiça». O paradeiro das 13 obras de arte foi questionado pela primeira vez pelo deputado municipal do PSD João Flores da Cunha, em Abril de 2008 numa assembleia municipal, após se ter apercebido da ausência das pinturas no museu. «Quando estava no museu vi que de todas as pinturas só uma estava na sala das Guerras Peninsulares e perguntei pelas outras», explicou à Lusa. «Não está em causa o valor patrimonial dos quadros, apenas perguntei por um património da câmara», sublinhou. Em Assembleia Municipal e em resposta ao deputado, o presidente da câmara revelou que «aparentemente ocorreu um extravio ou furto do património em questão», tendo na ocasião aberto o processo interno de averiguações. Fonte: Lusa / SOL |