Colecções de arte arriscam desvalorizações superiores a 50%
2009-03-19
O valor de obras de arte moderna e de arte contemporânea entraram em queda livre no último ano. Com o implosão de uma bolha que se vinha a criar desde 2002, estes activos estão a perder valor a um ritmo quase tão rápido como o das acções.

Esta evolução implica riscos elevados para bancos como a CGD, o BES, ou o BCP, que aceitaram de Joe Berardo e do Banco Privado Português direitos sobre obras de arte como garantia de empréstimos. No rescaldo da última bolha no mercado de arte, nos anos 90, contabilizaram-se desvalorizações superiores os 50%.

Até há um ano era comum ouvir-se que a arte representava um investimento seguro e bom para diversificar risco. A evolução do mercado dos últimos 15 anos sustentava a tese. Após a bolha de 1990, os preços caíram até 1994, estabilizaram depois, e a partir de 2002 foi mesmo possível obter ganhos significativos. Apenas em 2007 registaram-se ganhos superiores a 40% em certos segmentos. Em 2008 tudo mudou e o fantasma de 1991 passou a pairar.

 Fonte: Jornal de Negócios, por Pedro Santos Guerreiro e Rui Peres Jorge
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