O Secretariado Diocesano de Liturgia da Diocese do Porto organizou, no passado dia 3 de Novembro, o Seminário de Encerramento da 2ª fase do Projecto de Inventariação-Catalogação e Dinamização dos Bens Culturais da Diocese, na Casa Diocesana do Vilar, no Porto. A sessão começou com a apresentação do projecto por parte do Pe. Manuel Amorim, responsável pelo Secretariado Diocesano de Liturgia e impulsionador deste projecto, seguida das intervenções de D.João Miranda, Bispo Auxiliar do Porto, em representação da Diocese do Porto, da Dra. Nádia Alves, representante da CCDR Norte e do Dr. Ruben Alves, técnico da equipa de inventariantes que fez um balanço do projecto. O seminário contou com a presença de cerca de uma centena e meia de pessoas, entre as quais estavam uma representante da Direcção Regional da Cultura do Norte, o Dr. João Soalheiro, responsável pelo Secretariado Nacional dos Bens Culturais da Igreja, do Arq. Jorge Brito e Abreu, do IGESPAR, entre representantes de paróquias da Diocese do Porto e representantes de outras Dioceses do país. A DIGITRACE encerrou o painel de palestrantes do seminário com uma apresentação sobre “Marcação de Peças de Arte”, focalizando a mensagem nas dimensões internacionais e em Portugal do fenómeno de furto e tráfico ilícito de obras de arte, sendo que os locais de culto, como as igrejas, representam cerca de 1/3 dos locais onde ocorrem mais furtos em Portugal, lista liderada pelas casas particulares, que registaram mais de 40% das ocorrências, segundo dados da INTERPOL para o ano de 2007. Como responsável pelo Secretariado Diocesano, o Sr. Pe. Amorim, fez uma introdução ao processo de marcação de segurança DIGITRACE, justificando a razão da sua escolha por este processo, que será utilizado na marcação das peças mais importantes inventariadas pela Diocese do Porto, no facto da DIGITRACE assegurar a plena confidencialidade e segurança das peças, pois toda a informação relativa às peças marcadas fica na exclusiva posse da entidade proprietária, para além das garantias que o processo oferece em termos de respeito pela integridade física e estética das peças marcadas. Colaboração entre DIGITRACE e Sistemas do Futuro permite a edição de uma ficha de identificação das peças furtadas para os serviços de investigação especializados Na sua apresentação no Seminário de Encerramento do Projecto de Inventariação-Catalogação da Diocese do Porto, a DIGITRACE mostrou ainda os primeiros resultados da sua colaboração com a Sistemas do Futuro, que permitiu cruzar as técnicas de marcação de segurança com os produtos de inventariação informatizada, que de imediato permite a utilização dos produtos InArte e InPatrimonium com campos específicos para a identificação e marcação de segurança das obras de arte. Pretende-se que, muito em breve, essa ficha seja editável pelo administrador do sistema de inventário, para que a instituição possa ter elementos objectivos e concisos aos serviços de investigação que se dedicam ao furto e tráfico ilícito de obras de arte. A ficha DIGITRACE / SISTEMAS do FUTURO permitirá avançar mais depressa na obtenção de informações concretas, resultando no aumento da probabilidade de se recuperar peças furtadas, sempre que estas estejam devidamente inventariadas e marcadas com elementos de segurança, que constituem uma prova irrefutável da sua propriedade. Até ao final do ano 2009, a DIGITRACE irá formar os técnicos da equipa de inventariação no processo de identificação e marcação de obras de arte e objectos de valor. Fontes: DIGITRACE e Secretariado Diocesano de Liturgia (Diocese do Porto) |